A certa altura, no pequeno livro do Pe. John L. Fitzpatrick que o leitor ora folheia, diz o Autor ver todos os processos de cura, seja ela psíquica, espiritual ou a chamada cura milagrosa, como fenômeno produzido pela natureza, não sendo jamais o caso de atribuí-la a uma força extrínseca qualquer. Assim é que, regra geral, instalamos em nós mesmos as doenças que nos acometem. Se é verdade, portanto, que temos força para gerá-las, por que não poderíamos reunir condições para alcançar a cura de nós mesmos? Este livro explica ao leitor que qualquer ser humano possui a inata faculdade de curar a si mesmo e aos outros. Em alguns indivíduos, tal faculdade acha-se bastante desenvolvida. A habilidade de curar poderá ser melhorada pela prática e o bom uso de certas disciplinas. Por não ser abrangente, isto é, por não levar em conta o lado espiritual do ser humano, a medicina tradicional tende a prosseguir limitada. Um processo de cura que leve em conta o ser humano integral obrigatoriamente será mais efetivo e mais bem-sucedido do que um outro meramente mecânico ou irremediavelmente anafilático. O autor, que classifica de urgente a necessidade de cooperação entre os curadores médicos e não médicos, entende que a cura interior, por implicar no restabelecimento da paz e da harmonia na pessoa, é a pedra de toque da plena recuperação da saúde.
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